Já não sei mais se lhe avisei,
Mas gostaria por um tanto,
Que não voltastes mais a ser a enorme razão de meu pranto.
Já não sei mais onde minha alma anda,
Por onde ela brilha, canta e dança.
Por que o senhor não me deixa em paz?
Eu gostaria de me tornar um belo rapaz.
Paz, paz..
Só não fale comigo.
Não me chame de amigo.
Como rejeitar essa presença tão incerta?
Não sei se me faz bem ou mal.
Ao mesmo tempo que me inspiras,
Me causa raiva, ódio e dor.
Fiques longe, por favor.
Vou contar até três.
Quando abrir os meus olhos,
Gostaria que por um instante,
Nem que sejas milésimos de segundos,
Você se tornasse uma antiga estante.
Não daquelas que guardo meus livros, poesias e romances.
Daquelas apodrecidas, inúteis, sujas e indispensáveis.
Solte minha mão por um momento.
Não quero voar,
Muito menos aterrissar.
Mas quero distância, um fluxo singelo e fino sobre o ar.
Onde eu possa me deitar.
Já lhes disse sim.
E por tantas e tantas vezes,
Eu lhe pedi em meu pranto.
Me deixes, me deixes em paz.
Me de um tanto de vida,
Um tanto de amor.
Por favor.
Já lhe pedi por tantas e tantas vezes,
Me lembro tão clara e obscuramente...
Olha o que o senhor me faz,
Por favor me deixes em paz.
Não atormente novamente meus pensamentos..
Que deveriam ser tão belos e ricos de bons sentimentos.
Não tornarei a lhe dizer nunca mais,
Onde preciso de ajuda.
Agora me salvo no chão,
E logo, perderei-me novamente nessa alva ilusão.
Não é disso que preciso.
Não é deste '' seu ombro amigo''.
Não vê que dói?
Não vê quanto isso me corrói?
Não ficas feliz por me fazer arder?
Por ser, sempre e sempre, sobre a razão de escrever...
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