Ei, senhor.
Não pare o ônibus!
Me faça correr.
Me faça viver.
Não tenho fome.
Não tenho sede.
Estou seca.
Estou como uma folha de papel mão feita e amaçada, velha e largada.
Estou como uma troca de ar sujo e poluído.
Estou podre, fria.
Se não me obedeceres,
Se parares este ônibus.
Falecerei.
Seria tão bom se o senhor se importasse com isso.
Sete vezes, tão mal ditas e escritas, eu li seu nome.
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