domingo, 25 de setembro de 2011

Por mim eu posso andar sozinha, posso andar com um bando de massa... Não fará diferença.
Eu tenho uma simples e clara concepção sobre gostar dos meus pensamentos limpos.
Coisa, que a sociedade ambulante ao redor não me deixa ser e fazer, e atrapalham com buzinas de coisas inúteis meus pensamentos.
Gosto de ser sozinha, somente eu, minha alma, meu coração, meus orgãos e membros.. Meus pensamentos.
Por que as pessoas que invento para um dia estarem ao meu lado não existem.. Ou não estão.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Já não sei mais se lhe avisei,
Mas gostaria por um tanto,
Que não voltastes mais a ser a enorme razão de meu pranto.


Já não sei mais onde minha alma anda,
Por onde ela brilha, canta e dança.
Por que o senhor não me deixa em paz?
Eu gostaria de me tornar um belo rapaz.


Paz, paz..
Só não fale comigo.
Não me chame de amigo.


Como rejeitar essa presença tão incerta? 
Não sei se me faz bem ou mal.
Ao mesmo tempo que me inspiras,
Me causa raiva, ódio e dor.
Fiques longe, por favor.


Vou contar até três.
Quando abrir os meus olhos,
Gostaria que por um instante, 
Nem que sejas milésimos de segundos,
Você se tornasse uma antiga estante.


Não daquelas que guardo meus livros, poesias e romances.
Daquelas apodrecidas, inúteis, sujas e indispensáveis. 
Solte minha mão por um momento.
Não quero voar,
Muito menos aterrissar.
Mas quero distância, um fluxo singelo e fino sobre o ar.
Onde eu possa me deitar.


Já lhes disse sim.
E por tantas e tantas vezes,
Eu lhe pedi em meu pranto.
Me deixes, me deixes em paz.
Me de um tanto de vida,
Um tanto de amor.
Por favor.
Já lhe pedi por tantas e tantas vezes,
Me lembro tão clara e obscuramente...
Olha o que o senhor me faz,
Por favor me deixes em paz.
Não atormente novamente meus pensamentos..
Que deveriam ser tão belos e ricos de bons sentimentos.


Não tornarei a lhe dizer nunca mais,
Onde preciso de ajuda.


Agora me salvo no chão, 
E logo, perderei-me novamente nessa alva ilusão.


Não é disso que preciso.
Não é deste '' seu ombro amigo''.


Não vê que dói?
Não vê quanto isso me corrói?
Não ficas feliz por me fazer arder?
Por ser, sempre e sempre, sobre a razão de escrever...

sábado, 17 de setembro de 2011

No seu vivo olhar,
Que brilha e se modifica,
No seu semblante de vidro,
Que vive em constante retiro.
Um beijo do teu encanto,
Roubei do seu simples canto.
Na lei da viva vida,
Na vida da lei viva.
Insisto no meu choro,
No brilho que tanto escorro,
Nas palavras que jogo fora,
No iluminar de cada aurora. 
Um brilho amarelo, brilha constantemente.
Um sangue vermelho, escorre ardentemente. 
Agora, portanto, consegui o que queria.
Nenhuma flor, mas uma pequena alegria.
Desleixando meu corpo sobre um colchão,
Que voltava minha mente a uma antiga canção.
Não fiques por perto pois bem estou,
Em solidão alguma volto o meu amor.
Que inexistentes ambos fico assim, neutra,
Quando uma nova palavra surge pela caneta.
Poderia estar de mesmo por aqui sozinha, 
Que de mal não me faria tanto.
Me lembrava de momentos sólidos,
Que em líquido me perderia em pranto.
Agora triste estou pelo que fui capaz,
De volta alguma receberei minha paz.
Por um castigo eterno se concretizando,
Resmungo um tanto em pensamento.
Eterno e novo, bom e singelo,
Agora não restou nenhum sentimento.

domingo, 11 de setembro de 2011

She loves you, Yeah Yeah Yeah..
Hoje, eu acordei querendo ser diferente. Acordei querendo ser, e dar, o melhor de mim. Acordei com vontade de agradecer tudo que conheci. Hoje, eu acordei com um pensamento novo. Acordei me olhando no espelho e vendo que não sou aquilo que aparento ser. Acordei sabendo que eu vejo tudo de uma forma diferente todos os dias. Hoje, eu quero ser a pequena dadi de 13 anos atrás. Queria  ainda pensar que as pessoas ao redor não ligam para o que eu visto ou falo. Queria ainda pensar que todos se importam comigo. Mas hoje, hoje eu tenho certeza de que eu cresci, isso pode ser bom ou ruim. Eu só preciso aprender a cuidar e cultivar o que ainda tenho. Fazer crescer, aumentar, e lucrar de alguma forma com isso. Sei que ninguém lê, mas só preciso desabafar.. Escrever me ajuda a organizar essa parte da minha vida, enfim, limpa. 

sábado, 10 de setembro de 2011

Eu amo tudo que se passou, 
pois ele é quem sou.
Amo o que veio e o que virá, 
pois com eles minha dor se passará.
Amo o que sentia e o que sentirei,
no meio desse fluorescente que nada sei.
Depositei minha fortuna de nada em própolis nas mãos de quem não tem amor próprio.
Depositei uma pequena grandeza em mãos alheias.
Deposito sorrisos em livros e filmes marinheiros.
Deposito em você, meu futuro estrangeiro.
Ei, senhor.
Não pare o ônibus!
Me faça correr.
Me faça viver.
Não tenho fome.
Não tenho sede.
Estou seca.
Estou como uma folha de papel mão feita e amaçada, velha e largada.
Estou como uma troca de ar sujo e poluído.
Estou podre, fria.
Se não me obedeceres, 
Se parares este ônibus.
Falecerei.
Seria tão bom se o senhor se importasse com isso.
Sete vezes, tão mal ditas e escritas, eu li seu nome.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Não me fale sobre o tempo,
Aquele site eu já visitei.
Não me fale sobre a vida,
O seu papel já rabisquei.
Não me encontre na avenida,
Por favor, já lhe perdoei.