Agora, o cheiro suave de frescor de chão
Depois de uma choradeira de lágrimas
Todas caídas do céu
Das flores e das mãos
As janelas dos quartos estraçalhados
Tão imperfurada quanto a porta do meu coração
Rangia de ferrugem da choradeira de lágrimas
Todas caídas do céu
Das flores e das mãos
E no fim de tarde
Como sempre, sem cessar
Continuava atenta as portas imperfuradas
Das janelas do meu coração
Que rangia de lágrimas enferrujadas
Não sei se das flores
Do céu
Ou das mãos.
10.01.2012
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